Por volta de 1950, as pequenas gravadoras exploravam dois importantes mercados específicos: o rhythm and blues negro e a música dos brancos rurais - country-and-western - , também tão marginalizada quanto a música negra, pois era a música dos brancos pobres. Da união desses dois tipos de músicas surgiria o estilo chamado rock'n'roll, transformando todos os esquemas das grandes gravadoras (obrigadas a recorrer ás pequenas gravadoras na busca de novos valores adaptados ao novo estilo musical) e, num sentido mais amplo, a própria cultura norte-americana e mundial.
Por ser um estilo composto de elementos de origem diversa - "música negra" e "música branca" -, o rock'n'roll também seria encarado, na sociedade racista norte-americana de então, como race músic (música de negro). E, exatamente por essa qualidade, ele foi incorporado por outro grupo que começava a se manifestar no cenário dessa sociedade: a juventude.
Segundo alguns autores, o rock'n'roll funcionou como uma inversão psicológica na relação entre dominador(branco) e dominado(negro) que prevalecia na sociedade norte-americana. A cultura promovida pela juventude a partir do rock'n'roll seria uma forma de os jovens de classe média branca se colocarem como oprimidos em relação a sociedade estabelecida por seus pais, assumindo, mesmo que inconscientemente, certo valores da cultura negra como bandeira.
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sábado, 26 de abril de 2008
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